04/02/2010 por Bruna
Pai: Bruna, a lista da USP sai quando?
Eu: Ia sair dia 4, pai, mas anteciparam pra amanhã, as 16 horas. Por que?
Pai: Ah! Que ótimo! Amanhã você não precisa ir pro trabalho, fique em casa, quando for 15:30 vá com sua mãe pra lá e veremos todos juntos a lista. Eu, sua mãe, você e seus irmãos!
Eu: Não, pai! Não precisa, eu vou pra fabrica trabalhar normalmente, quando sair a lista eu vejo e conto se passei ou não…
Pai: Não, veremos todos juntos. Até amanhã as 15:30! Boa noite! *fecha a porta do quarto*
Eu: Hunf….
……………
15:30
Eu: Oi pai, cheguei…
Pai: Ah que bom, sente la no computador e abra o site da USP. Venham aqui meninos, fiquem ao lado da sua mãe. *cara de felicidade antecipada *
Eu: Grrr…..
Mãe: Vamos, abra!!!
Eu: Já estou abrindo. Tá lento, muita gente acessando de certo.
Pai e Mãe: Ah! Pronto!!! Procure seu nome rápido!!!
Eu: Sério. Deixe eu fazer isso sozinha, conto assim que souber…
Todos: Vai, logo, Bruna!!!!
Eu: ….
……………………..
Eu: …
Todos: E ai?! *empolgados*
Eu: Não passei…
Todos: …
Tags: decepção, lista, usp
Publicado em Bruna | Deixar um comentário »
18/01/2010 por banin
Costumo ler dentro do metrô, primeiro porque aproveito o tempo, mas também porque faz a viagem passar mais rápido e não chacoalha como os ônibus (o que me embrulha o estômago), mas também tenho a péssima mania de escutar a conversa dos outros.
Na minha frente estavam dois homens de terno e gravata.Advogados ou pretendentes a. Discutiam sobre peças, resoluções e eis que o telefone de um deles toca. Ele fala de valores, parcelas, juros. Estava comprando um carro e o vendedor havia ligado para passar alguns dados.
O rapaz do telefone pede uma caneta e papel ao amigo. Ele tira da bolsa estilo carteiro um bloquinho e uma caixinha com uma caneta Mont Blanc. Então me pergunto por quê um cara que tem dinheiro para comprar
Mont Blanc anda de metrô, mas eu não teria essa resposta.
O rapaz do telefone o apoia entre o queixo e o ombro, segura a caneta e começa a rabiscar insanamente no papel. A caneta não funciona.
“Quer uma caneta?” ofereço ao rapaz do telefone. Ele devolve a Mont Blanc defeituosa ao amigo e faz que sim com a mão. Tiro uma caneta bic da mochila e entrego ao rapaz e enquanto ele anota sua futura dívida eu volto a ler meu livro.
O controlador do metrô anuncia a estação Paraíso, integração com a linha Verde. Era ali que eu descia.
E só depois do apito percebi que eles haviam ficado com a minha Bic.
Tags: estranhos, Metrô, caneta bic, mont blanc
Publicado em Uncategorized | 3 Comentários »
07/01/2010 por Mário Henrique
Ontem foi aniversário de uma amiga do banco e fui até a sua casa para comemorar com sua família. Foi então que conheci o namorado de sua filha mais velha, que trato como uma irmã mais nova. O menino é gente boa e eu acabei aprovando o namoro.
Hoje, eu e a mãe dela decidimos pregar uma peça e passar um trote para a menina dizendo que era um carinha a fim dela. Passamos uns 15 minutos decidindo como seria a ligação. Escolhemos nome, quem ele conhecia e essas coisas. A história é que eu seria um suposto amigo de um amigo que viu umas fotos no orkut e decidiu ligar para conhecê-la e tentar alguma coisa. Fail total, em menos de cinco minutos de ligação, a menina disse:
“É o Mário, né?”
Bem, pelo menos a gente perdeu uma meia hora do dia com isso.
Publicado em Mário | 1 Comentário »
30/12/2009 por banin
Já faz um tempo que não conto nenhum causo por aqui, e peço desculpas.
Poucas pessoas leêm com freqüência, mas se há leitores é preciso escrever, não?
Além disso, não é ficando sem atualizar que vou atrais mais pessoas…
Correrias de final de ano, mudança no ritmo da vida ao voltar a estudar e tudo mais. Por diversas vezes ocorreram coisas (ou meia coisa) que eu adoraria colocar aqui, mas acabaram ficando para trás.
E 2010?
Bom, em 2010 continuamos. Prometo que tentarei atualizar com mais frequência e vou procurar alguém para me auxiliar.
Até mais!
Tags: 2010, recesso
Publicado em Banin | 2 Comentários »
20/11/2009 por banin
Quando eu tinha uns 15 anos voltava do colégio de lotação. Na época eram mais baratas e rápidas que os ônibus, ou seja, clandestinas.Eram kombis bem pequenas e às vezes você acabava sentado ao lado do motorista.
Certo dia eu estava entre um motorista e um senhor que logo puxou assunto. Coisas meio aleatórias e desconexas, mas uma parte eu nunca esqueci, devido à estranheza.
- Você sabe o que é um alfaite?
Olhei meio torto para ele, não intendendo que tipo de pergunta era aquela. Respondi meio tímido.
- Sei.
- Você já conheceu um alfaiate?
- Não.
Então ele me olhou fundo com seus olhos brilhantes que demonstravam uma certa insanidade e me estendeu a mão.
- Agora conhece! Muito prazer.
Cumprimentei-o e ele sorriu prazeroso antes de desembarcar um ponto antes do meu. Graça a ele posso dizer para todo mundo que um dia eu conheci um alfaiate.
Tags: alfaiate, ônibus, estranhos
Publicado em Banin | 2 Comentários »
14/11/2009 por anitadestro
E então rolou aquele apagão nacional, todo mundo já sabe, blá blá blá.
Que dia foi mesmo? Dez de novembro, né? Já tinha passado o Halloween, pelas minhas contas. (Ou o calendário tá todo errado, vai saber).
Era o aniversário da minha irmã. Algumas amigas dela vieram em casa comer pizza. Fizeram questão de acabar com a única pizza vegetariana que tinha, apesar que eu sou a única vegetariana da casa. Puro estresse. Mandei todo mundo tomar no cu, tenho intimidade suficiente. Fora isso, tudo nos conformes.
Dez e tanto da noite. Festa: já era. Limpeza da casa: já era também. Banho: tomado. Hora de enrolar no emi-ésse-ene e tentar vencer a insônia.
PUFF!
Lá se vai a força.
Tudo bem, no break funcionando, tudo certo.
Fui à janela: não se via luz em lugar algum. Tentei ligar pra algumas pessoas e nada.
Os vizinhos saíram de suas casas e começaram a fofocar e criar teorias sobre o que poderia ter acontecido. Nenhum de nós sabia ainda da dimensão do fato.
Um grito… correria. Barulhos estranhos, um tiro talvez. Todos de volta às suas casas, conforto e a sensação de segurança.
Silêncio novamente.
Peguei meu celular pra tentar registrar alguma coisa. Num primeiro momento, nada. Alguns minutos depois mais correria. Uma mulher urrava de dor e ao longe ouvia-se “Miooooolos”.
A insurreição começou. Prepare seu guia de sobreviência.
Os culpados pelo apagão? Zumbis, óbvio.
Tags: apagão, estranhos, vizinhos, zumbis
Publicado em Anita | 4 Comentários »
12/11/2009 por banin
Terça, graças ao gerador do Via Funchal e ao show do Gogol Bordello, consegui fugir do apagão por uns instantes. Na verdade só fiquei sabendo do mesmo quando sai do local e fui pegar um taxi. O taxista me alertou e, óbvio, cobrou mais caro na corrida, usou a escuridão a seu favor.
Fui para casa de um amigo, mais próxima do local, justamente para economizar no taxi. Já era quase duas da manhã.
“Avisa o porteiro que estou chegando”, assim o cara já ficava acordado e eu não esperava muito tempo no escuro.
De repente pássavamos por um bairro que já tinha energia, isso me tranquilizou. Telefonei novamente:
- Falou com o porteiro?
- Falei, mas você vai ter que subir 11 andares de escada.
Faltando um quarteirão para chegar no prédio em que ele mora, já era uma região sem energia novamente. Maravilha.
Paguei o taxista, desci e bati na porta do prédio. A campainha não funcionaria, óbvio. Ainda havia algumas pessoas na rua, no ponto de ônibus e um carro de polícia passou por mim, apagado e bem devagar.
O porteiro abriu a porta, perguntou se eu sabia qual andar era, disse que sim. Usei o celular para iluminar o caminho e perguntei onde era a escada. Eis que do nada surge um outro cara, segura meu ombro e diz “por aqui” e me leva em direção à escada. Comecei a subir e ele foi junto, exalava álcool e começou a falar comigo.
- Você mora aqui?
- Não. E você?
- Moro.
- Até que andar você vai?
- Não sei, vamos subindo.
Pronto, minha cabeça já começou a ir longe. Que tipo de pessoa mora no local e não sabe até onde vai subir? Mas ele continuou.
- Nossa cara, quase rodei agora.
- O que foi?
- Não, quase rodei, mas ainda bem que deu tudo certo. Vamos subindo.
Então deixei ele ir na minha frente, e continuei iluminando o caminho com a luz do celular. A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi “esse filho da puta não mora aqui, e tá fugindo daquele carro de polícia que eu vi passar. Ele entrou no prédio escondido junto comigo, mas como? E se ele tentar algo, o que eu faço”. Ele falou de novo.
- Você mora aqui? (sim, ele repetiu a pergunta)
- Não, e você?
- Moro.
- Que andar?
- Não sei, acho que no quinto.
- Bom, vamos ver onde estamos então.
Saí da escada e procurei a porta de um apartamento para ver o andar. Estávamos no segundo. “Beleza, só mais três”
Então ele parou no meio do corredor e começou a falar
- Nossa cara, quase rodei agora. Ainda bem que deu certo.
“Filho da puta! Esse cara quer me zuar, maldito” Ele continuou:
- Quase morri agora. Tava subindo e me jogaram da escada, o porteiro ficou rindo de mim. Quase morri, cara!
“Pronto, ele me deu uma ótima idéia. Se ele tentar alguma coisa, eu derrubo ele da escada e pronto”
- Vamos subir, só faltam mais três para você.
Comecei a ir mais rápido, deixando ele um pouco pra trás, o que na verdade era uma péssima idéia porque se ele fosse fazer algo, seria pelas minhas costas e eu estaria ferrado. Olhei para trás e ele estava cambaleando, se apoiando na parede para poder subir. Eu poderia muito bem ir correndo na frente dele, mas e se ele ficasse bravo? Se eu caísse e ele me alcançasse? Então o esperei e continuei subindo junto com ele, segurando-o umas duas vezes quando ele quase caiu. Fui contando os andares mentalmente.
- Chegamos no quinto. Você fica aqui, beleza? Eu vou subir mais.
- Tá, valeu.
Enquanto eu subia ele ainda falava algo que eu não consegui entender. Era só um bêbado afinal, que caiu da escada e achou que o tinham derrubado. Mas o começo da história e o cenário eram mais que propícios para pensarmos qualquer tipo de situação muito pior.
Tags: apagão, bêbado, gogol bordello
Publicado em Banin | Deixar um comentário »
28/10/2009 por banin
Eu sou tão bem quisto pelos meus colegas de trabalho que fico até espantado. É normal alguém dizer que tinha (ou ainda tem) medo de falar comigo, que eu sou bravo e bla bla bla.
Tempos atrás um rapaz que trabalhava comigo disse que havia sonhado que eu o matava, com diversas facadas. Apesar do verbo no passado, ele ainda está vivo, apenas não trabalha mais aqui.
Hoje cedo recebi uma mensagem no celular, de uma colega de trabalho dizendo, resumidamente, o seguinte: “sonhei com vc, vc me enchia o saco então eu te matei”.
Tags: carisma, homicidio, sonhos, trabalho
Publicado em Banin | 2 Comentários »
20/10/2009 por banin
- Rapaz, eu acho, ou melhor, os outros acham, que eu tenho cara de três coisas.
Antes que eu continuasse ele já me olhava estranho, mas prossegui.
- A primeira: fumante, direto me pedem cigarro ou isqueiro na rua. A segunda: posto de informação. Não ri, to falando sério. Às vezes tem umas dez pessoas na rua e pedem informação pra mim, geralmente daquilo que eu não sei. E quando perguntem pros outros é algo que eu sei e vejo que respondem errado, mas ai não me intrometo.
- E a terceira?
- Devem achar que eu tenho cara de milionário.
Ele riu.
- Sério! Nas duas últimas semanas me pararam umas cinco vezes, voltando do trabalho pra pedir dinheiro. É sempre a história de “eu moro longe e preciso voltar pra casa”. Quando eu sinto que é verdade, até ajudo.
‘Uma das vezes era um cara, muito bêbado, mas tinha cara de trabalhador sabe? Era um cara simples, mas bem vestido, só que muito bêbado. Ele disse que frequentava o AA faz uns anos e teve uma recaída. Que tava com vergonha de pedir dinheiro pra mim, e se eu poderia inteirar a passagem do ônibus dele, porque ele teria vergonha de pedir dinheiro pra outra pessoa.’
- Você ajudou?
- Dei uns 2 reais para ele. O agradecimento foi sincero.
- Hahaha, e nas outras vezes?
- Então, era sempre a mesma história, mas só ajudei numa outra, com alguns trocados. O engraçado é que é sempre no mesmo lugar, mas pessoas diferentes.
Começamos a subir a rampa até o metrô então continuei.
- A última vez o cara veio todo simpático, disse que não queria me atrasar e tal, era um cara bem novinho. Ai ele também pediu dinheiro pra voltar pra casa, eu parei e falei para ele “cara, quase todo dia alguém me pede algo aqui, se eu der dinheiro pra todo mundo eu tô fodido! Quem me ajuda?” Ai ele ficou meio sem jeito, pediu desculpa, mas morava longe
“Olha”, falei pra ele “Eu tenho fruta aqui na mala, pode ser?”
“Pô, claro! Cuidar da alimentação né? Também é importante”
- Ai dei uma maça e uma bana que eu tinha na mala, ele agradeceu, bem sincero também e foi embora.
Nisso estávamos próximo à catraca, havia uma pequena fila, bem rápida. Um senhor, dentre todas as outras pessoas, se aproximou DE MIM.
- Moço, desculpa, mas eu preciso pegar o metrô pra voltar pra casa e tô sem dinheiro.
Olhei bem nos olhos dele e respondi
- Meu bilhete único não passa duas vezes (o que é verdade), foi mal.
Atravessei a catraca, do outro lado o cara com quem eu conversava antes ria:
- É, você tem cara de milionário mesmo. Se você me disesse que tem uma Ferrari eu acreditaria.
Mostrei o dedo, e descemos a escada para pegar o metrô.
Tags: boas ações, dinheiro, esmola, estranhos, ferrari, Metrô
Publicado em Banin | 3 Comentários »
17/10/2009 por banin
Neste feriado viajei para Belo Horizonte, e num dos dias fui com um amigo ao Inhotim.
O Inhotim é uma mistura ded parque com museu de arte contemporânea, com diversas galerias grandes, instalações enormes e obras mais singelas espalhadas pelo parque, que também funciona como uma reserva ambiental. Um passeio bem interessante e que com certeza vale a visita.
Por ter esse lado museu, eu esperava encontrá-lo vazio, mas me enganei.
Apesar de termos chegado tarde, quando muitas pessoas já iam embora, o lugar estava relativamente cheio. Muitos dos grupos eram famílias: pai, mãe e filhos, visitando o local. Na verdade a quantidade de crianças me surpreendeu. E não só a mim. Em certo momento ouvi duas senhores comentando:
- Quanta criança por aqui né?
- É. Isso é bom, pelo menos elas vão aprendendo desde cedo né. Já começam a entender.
Espero, realmente, que as crianças tenham começado a entender as obras. Eu confesso que depois disso me senti muito burro. Arte contemporânea é para ser entendida? Eu me contentei somente em apreciá-la.

Tags: arte, Arte Contemporânea, Belo Horizonte, Brumadinho, crianças, Inhotim
Publicado em Banin | Deixar um comentário »