E então rolou aquele apagão nacional, todo mundo já sabe, blá blá blá.
Que diz foi mesmo? Dez de novembro, né? Já tinha passado o Halloween, pelas minhas contas. (Ou o calendário tá todo errado, vai saber).
Era o aniversário da minha irmã. Algumas amigas dela vieram em casa comer pizza. Fizeram questão de acabar com a única pizza vegetariana que tinha, apesar que eu sou a única vegetariana da casa. Puro estresse. Mandei todo mundo tomar no cu, tenho intimidade suficiente. Fora isso, tudo nos conformes.
Dez e tanto da noite. Festa: já era. Limpeza da casa: já era também. Banho: tomado. Hora de enrolar no emi-ésse-ene e tentar vencer a insônia.
PUFF!
Lá se vai a força.
Tudo bem, no break funcionando, tudo certo.
Fui à janela: não se via luz em lugar algum. Tentei ligar pra algumas pessoas e nada.
Os vizinhos saíram de suas casas e começaram a fofocar e criar teorias sobre o que poderia ter acontecido. Nenhum de nós sabia ainda da dimensão do fato.
Um grito… correria. Barulhos estranhos, um tiro talvez. Todos de volta às suas casas, conforto e a sensação de segurança.
Silêncio novamente.
Peguei meu celular pra tentar registrar alguma coisa. Num primeiro momento, nada. Alguns minutos depois mais correria. Uma mulher urrava de dor e ao longe ouvia-se “Miooooolos”.
A insurreição começou. Prepare seu guia de sobreviência.
Os culpados pelo apagão? Zumbis, óbvio.
